Artigo
O efeito estufa deve-se à capacidade de alguns gases existentes na atmosfera terrestre, conhecidos como gases do efeito estufa (GEE), de absorver e reemitir a radiação de onda longa, ou infravermelha (comprimentos de onda entre cerca de 0,7 μm e 100 μm) emitida pela superfície da terra. Isto leva a um aumento da temperatura no sistema terra atmosfera.
A Figura apresenta um esquema do efeito estufa na atmosfera. A atmosfera terrestre é praticamente transparente à radiação solar e absorve fortemente na região do infravermelho.
Figura – Esquema do efeito estufa na atmosfera terrestre.
Entre os gases do efeito estufa encontra-se o ozônio, com uma banda de absorção em torno de 9,6 μm. Diferentemente da maioria dos gases do efeito estufa, os efeitos do ozônio dependem de sua distribuição vertical tanto na troposfera como na estratosfera, onde ele é um importante absorvedor da radiação solar.
Como colocado anteriormente, o ozônio é formado na atmosfera a partir de processos fotoquímicos. Uma vez formado, seu tempo de residência na troposfera é pequeno, de semanas a meses. Como resultado, sua participação no efeito estufa é mais complexa e incerta do que a maioria dos outros gases.
Há uma medida da influência de um fator (no caso, a concentração) na alteração do equilíbrio de energia que entra e sai do sistema Terra-atmosfera - se positivo, tende a aquecer a superfície. É o forçante radiativo. O forçante radiativo médio global devido ao aumento na concentração do ozônio desde a era pré-industrial é estimado em 0,35 Wm-2 (IPCC, 2007). Isto torna o ozônio o 3º gás mais importante do efeito estufa, somente atrás do gás carbônico e do metano, como pode ser observado na Figura 7.
Figura - Contribuição proporcional dos principais gases do efeito estufa estimada desde a era pré-industrial até o presente (baseada no IPCC, 2007). Artigo de Neuda Paes Leme e Plínio Alvalá
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